Postado em 01 de Fevereiro às 09h44

Quais os benefícios e os riscos do consumo de cafeína?

Boa Forma (49)

Quando atletas e desportistas pensam em usar algum tipo de suplemento que proporcione aumento da performance física e cognitiva, a cafeína se apresenta praticamente como primeira escolha. Além de ser encontrada em alguns alimentos como o café, chás, refrigerantes a base de cola e chocolate, é usada também na composição de medicamentos.

Atualmente, a cafeína é considerada um dos suplementos mais consumidos no mundo. Seu mecanismo de ação é descrito por inúmeras publicações científicas apresentando interação em diversos tecidos orgânicos, como no músculo, no tecido adiposo e no sistema nervoso central.

Dentre os benefícios da sua aplicação no esporte, podemos citar sua ação em poupar o glicogênio muscular nos exercícios de endurance. Tal resultado ocorre pelas alterações nas concentrações de ácidos graxos livres após sua administração, embora alguns estudos refutem essa tese.

Outro benefício proporcionado pela cafeína, publicado no Journal of Sports Medicine and Physical Fitness, é a sua propriedade em estimular o sistema nervoso central, culminando em um aumento do estado de alerta. A principal hipótese para essa ação é a capacidade que a cafeína tem em ultrapassar a barreira hemato-encefálica funcionando como um receptor antagônico de adenosina.

No tecido adiposo, sua ação ocorre em dois pontos distintos da lipólise. O primeiro é o aumento de epinefrina, que por sua vez vai se ligar aos receptores de epinefrina iniciando a lipólise. O Segundo ponto de ação é a inibição de uma enzima chamada fosfodiesterase, aumentando a concentração do AMP cíclico, que terá como produto final a liberação de ácidos graxos na corrente sanguínea.

No músculo esquelético atua facilitando a liberação de cálcio no retículo sarcoplasmático, agindo como um facilitador da contração muscular.

Grande parte dos estudos com cafeína demonstram resultados positivos em exercícios de endurance, ou seja, exercícios aeróbios. Sobretudo os pesquisadores buscam essa mesma relevância de resultados em exercícios de força. Para avaliar a relevância da cafeína em exercícios de força, Ferreira et al. selecionou 14 sujeitos envolvidos com treino resistido e os suplementou com 5mg/Kg de cafeína, submetendo-os em seguida a exercícios de força em membros inferiores e superiores. Os indivíduos suplementados executaram mais repetições tanto nos membros superiores quanto nos membros inferiores quando comparados aos não suplementados. Concluindo que a suplementação de cafeína também promove efeitos ergogênicos em atletas de força.

De acordo com um artigo publicado no International Journal of Nutrition and Exercise Metabolism, devemos ter cuidado com doses elevadas de cafeína. Os pesquisadores demonstraram aumento significativo da frequência cardíaca e da pressão arterial após o consumo de 6mg/Kg de cafeína. Um dado interessante é que os indivíduos submetidos a essa dose eram acostumados a praticar exercícios intensos.

No geral, a cafeína é relativamente segura, mas deve-se respeitar a dose prescrita por um profissional habilitado, médico ou nutricionista e verificar a tolerância individual para tal dose, uma vez que o consumo excessivo pode provocar rubor facial, ansiedade, nervosismo, tremores, insônia, dores de estômago e náuseas.

Fonte: Nutrição esportiva Brasil

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